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TRADITIONAL MEDICINE IN ORANGO AND CANHABAQUE ISLANDS, BIJAGÓS ARCHIPELAGO (GUINEA-BISSAU)

Luís Catarino
Tropical Research Institute (IICT)
lmfcatarino@gmail.com
Bucar Injai
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP)Bissau
indjai.b@gmail.com
Castro Barbosa
Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) Bissau
castrobarbosa_2002@yahoo.com.br
Maria Manuel Romeiras
Tropical Research Institute (IICT)
BioFIG, University of Lisbon, Faculty of Sciences
mromeiras@iict.pt

Orango and Canhabaque are two of the largest islands in the Bijagós Archipelago in Guinea-Bissau, West Africa. The Archipelago is inhabited almost exclusively by the Bijagos ethnic group, with animistic believes. Due to its isolation from the continent, the sanitary situation in these islands is characterised by a difficult access to conventional medical care. In most cases the medicinal plants the only available recourse for local people to treat health problems and plays an important role for basic health care. The known flora of Bijagós Archipelago consists in about 450 species, and the main vegetation types are savannah woodland, woodland, palm groves of Elaeis guineensis and mangroves.
In recent surveys in both islands, 26 traditional medicine agents (21 men, 5 women) were interviewed in order to document the medicinal use of local flora by traditional healers.
Sixty-eight species from 31 families were referred as used in the traditional medicine in both islands, in a total of more than one hundred recipes. The types of diseases more treated are pains (headache, body pain; toothache, etc); pregnancy, childbirth, breastfeeding and diseases of the newborn; intestinal problems; skin inflammations, wounds and burns; cough, fever, malaria; and stings, bites and poisoning, namely snake bites.
All the traditional medicine agents in have herbalist functions, using plants to prepare remedies. Nevertheless some have also other medicinal and/or religious functions, namely Djambacoz (religious specialist who act as mediums of Irans or spirits), Balobeiro (priest or priestess in charge of the place of worship, the baloba), and Matrona (traditional midwife).
The main ways to acquire knowledge in the use of medicinal plants are the learning from a master and the familial transmission, mainly from parent to child or elderly to younger relatives, but also from husband to wife. Most healers are also transmitting their knowledge to young relatives or disciples.

Keywords: Ethnomedicine, medicinal plants, phytotherapy, traditional healing, West Africa

Biographic note
Luís Catarino, Doutor e Mestre pelo Instituto Superior de Agronomia, Licenciado em Biologia pela Faculdade de Ciências de Lisboa. É Investigador do Jardim Botânico Tropical do Instituto de Investigação Científica Tropical e membro do Centro de Investigação CIBIO.
A sua actividade científica tem sido desenvolvida na área da flora e vegetação da África Tropical. Tem trabalhado em Fitogeografia e Fitoecologia africanas, Alterações do coberto do solo, Cartografia da vegetação, Bases de dados taxonómicas e Etnobotânica, resultando na publicação de vários artigos científicos, capítulos de livros e livros. Tem liderado e participado na execução de diversos projetos de investigação.
Maria Manuel Romeiras
, Doutorada em Biologia (Biologia Molecular), pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Mestre em Protecção Integrada, pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa e Licenciada em Biologia ramo Científico pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Actualmente é investigadora no Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT) e é membro do Centro de Investigação BioFIG. A sua actividade científica tem sido desenvolvida na área da Biologia Molecular direccionada para o estudo da Biodiversidade e Botânica Tropical, tendo nesta área de trabalho artigos científicos e capítulos de livros publicados