08

EFEITO DE ÓLEOS ESSENCIAIS DE MENTHA PULEGIUM E FOENICULUM VULGARE SOBRE AEDES AEGYPTI (LINNAEUS, 1762)

D. K. Rocha
Instituto de Higiene e Medicina Tropical, UNL
Unidade de Parasitologia e Microbiologia Médicas, IHMT-UNL
diara@ihmt.unl.pt
O.C. Matos
Instituto Nacional de Recursos Biológico, INIAV
Unidade de Parasitologia e Microbiologia Médicas, IHMT-UNL
oliviamatos@sapo.pt
M.D. Cabral
Unidade de Parasitologia e Microbiologia Médicas, IHMT.
UniCV, Campus Palmarejo, Praia, Cabo Verde
marilena.cabral@docente.unicv.edu.cv
M.T. Novo
Instituto de Higiene e Medicina Tropical, UNL
Unidade de Parasitologia e Microbiologia Médicas, IHMT-UNL
tenovo@ihmt.unl.pt

Introdução
A dengue é uma infecção potencialmente fatal transmitida por mosquitos, com 50 milhões de casos anuais e 2,5 mil milhões de pessoas em risco nas regiões tropicais e subtropicais [1;2]. Em 2009 foi declarada a primeira epidemia de dengue em Cabo Verde, com 17000 casos [3].
Não existindo tratamento específico ou vacina para esta arbovirose, o controlo do mosquito vector Aedes aegypti é a opção para prevenir ou reduzir a transmissão do vírus.
A utilização excessiva e indiscriminada de pesticidas orgânicos tem conduzido à contaminação do solo e água, com consequente risco na saúde dos animais e do homem, tendo surgido resistência para todas as classes químicas de insecticidas.
Como medida a ser aplicada numa luta integrada, ressurgem as substâncias de origem vegetal, que têm como vantagens o facto de serem facilmente decompostas, ambientalmente pouco poluentes e possuírem propriedades não fitotóxicas ou residuais.
Pretende-se avaliar os efeitos insecticidas de plantas de regiões geoclimáticas diferentes, com vista ao seu uso no controlo do mosquito vector do vírus da dengue.

Metodologia
Colheita de plantas nas ilhas de Santiago e Santo Antão.
Obtenção dos óleos de Mentha pulegium e Foeniculum vulgare por hidrodestilação, em Clavanger.
Bioensaios utilizando protocolos de sensibilidade a insecticidas (OMS).

Conclusões
Os óleos essenciais de funcho e poejo apresentaram efeito larvicida em A. aegypti, sendo os resultados obtidos prometedores.

Bibliografia
Roriz-Cruz, M., Sprinz, E., Rosset, I., Goldani, L. & TEIXEIRA, M., G., 2010. Dengue and Primary Care: a Tale of two Cities. Bulletin of the World Health Organization, 88: 244-245.
WHO, 2009. Dengue: guidelines for diagnosis, treatment, prevention and control – New edition.
Franco, L., Di Caro, A., Carlett,i F., Vapalahti, O, Renaudat, C., Zeller, H. & Tenorio, A., 2010. Recent expansion of dengue virus serotype 3 in West Africa. Eurosurveillance, 15 (7).

Palavras-chave: Aedes aegypti, dengue, controlo vectorial, plantas aromáticas

Nota biográfica
Diara Kady Monteiro Vieira Lopes Rocha. Licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, em 1994, Mestre em Produção Agrícola Tropical pelo Instituto Superior de Agronomia, Universidade Técnica de Lisboa, em 2005. Colaboradora em vários projetos de investigação na Unidade de Entomologia Médica do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Universidade Nova de Lisboa. Actualmente Bolseira de Doutoramento na área das Doenças Tropicais Negligenciadas para Licenciados dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, Fundação Calouste Gulbenkian.